Por Elizabeth Cordova e Milena Castro
Fisioterapeutas | CREFITO 208444-F | CREFITO 342993-F
Publicado em 30 de setembro de 2026 | Atualizado em 30 de setembro de 2026
Começar a musculação não exige experiência anterior, cargas enormes ou um programa cheio de exercícios complexos. Para quem está começando, o mais importante é estabelecer uma rotina que possa ser mantida, aprender a executar os movimentos corretamente e aumentar gradualmente o estímulo do treinamento.
A atualização de 2026 do American College of Sports Medicine (ACSM) reforça justamente esse ponto: para adultos saudáveis, a consistência do treinamento é mais importante do que montar um programa excessivamente complicado. A entidade reuniu evidências de mais de 137 revisões sistemáticas, envolvendo mais de 30 mil participantes.
O primeiro passo é entender que musculação é uma forma de treinamento resistido, na qual os músculos trabalham contra uma resistência.
Essa resistência pode vir de máquinas, pesos livres, elásticos, exercícios com o peso corporal ou outros equipamentos.
Para quem nunca treinou, não existe necessidade de começar com um treino avançado.
Uma boa estratégia é começar com exercícios que trabalhem os principais grupos musculares, aprender a técnica e construir regularidade.
O treinamento também deve considerar fatores individuais, como:
objetivo;
idade;
experiência anterior;
disponibilidade semanal;
condição física;
limitações ou condições de saúde;
preferência por determinados exercícios;
capacidade de recuperação.
A própria atualização do ACSM destaca a importância da individualização: um programa precisa se encaixar na pessoa para que ela consiga mantê-lo ao longo do tempo.
Não existe uma única frequência obrigatória para todas as pessoas.
Como referência geral de saúde, a Organização Mundial da Saúde recomenda atividades de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana para adultos.
Isso não significa que todo iniciante precise começar treinando todos os dias.
Para muitas pessoas, começar com duas sessões semanais pode ser uma maneira prática de estabelecer o hábito e permitir adaptação ao treinamento.
Com o tempo, a frequência pode ser ajustada de acordo com o objetivo, a disponibilidade e a resposta individual ao treinamento.
O mais importante é evitar a ideia de que mais dias necessariamente significam melhores resultados.
Consistência é parte fundamental do processo.
No início, a prioridade não deveria ser descobrir qual é a maior carga que você consegue levantar.
O foco deve estar em aprender os movimentos, controlar a execução e utilizar uma resistência compatível com sua capacidade naquele momento.
A carga pode ser ajustada progressivamente conforme a pessoa desenvolve capacidade para realizar o exercício.
Essa evolução pode acontecer por diferentes caminhos:
aumentar gradualmente a carga;
realizar mais repetições dentro da proposta do exercício;
melhorar a execução;
aumentar o volume de treinamento;
progredir para uma variação mais exigente.
Não existe uma carga universalmente “correta” para todos os iniciantes.
O treinamento precisa ser individualizado.
Não necessariamente.
A literatura científica mostra que diferentes faixas de carga podem produzir hipertrofia quando o treinamento é adequadamente estruturado. Cargas mais altas, entretanto, apresentam vantagem quando o objetivo específico é maximizar ganhos de força máxima.
Isso ajuda a desfazer uma ideia comum entre iniciantes:
ganhar força e ganhar massa muscular não são exatamente a mesma coisa.
O programa pode ser organizado de maneiras diferentes dependendo do objetivo.
A atualização de 2026 do ACSM também reforça que a prescrição deve ser ajustada ao objetivo, em vez de seguir uma fórmula rígida para todas as pessoas.
Não.
Treinar até a falha muscular pode fazer parte de determinados programas, mas não é uma exigência para que uma pessoa tenha resultados.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no Journal of Sport and Health Science não encontrou diferença significativa entre treinar até a falha e não chegar à falha para força ou hipertrofia nos estudos analisados.
Para quem está começando, portanto, não faz sentido transformar a falha muscular em uma obrigação.
É mais importante aprender a executar os exercícios, controlar o movimento e seguir uma progressão adequada.
O próprio ACSM também aponta que técnicas consideradas “avançadas” não são necessariamente necessárias para produzir resultados em adultos saudáveis.
Evolução não significa apenas colocar mais peso na máquina ou na barra.
Um iniciante pode estar evoluindo quando consegue:
executar melhor um movimento;
realizar mais repetições com a mesma carga;
utilizar uma carga maior mantendo boa execução;
controlar melhor o movimento;
tolerar melhor o treinamento;
aumentar gradualmente o volume;
desenvolver mais força;
manter uma rotina de treinamento consistente.
Por isso, acompanhar o treinamento é importante.
Registrar exercícios, cargas, repetições e outras informações relevantes permite observar mudanças que nem sempre são percebidas no dia a dia.
Essa é uma das perguntas mais comuns — e também uma das que não possuem uma resposta única.
A resposta depende do objetivo, do ponto de partida, da frequência, do treinamento, da alimentação, do sono, da recuperação e de características individuais.
Além disso, força, composição corporal, massa muscular e condicionamento não necessariamente evoluem na mesma velocidade.
Por isso, estabelecer uma data fixa para “ter resultados” seria uma promessa que o treinamento não pode garantir.
O melhor caminho é observar a evolução ao longo das semanas e meses e ajustar o programa conforme a resposta individual.
A tentativa de levantar mais peso do que a capacidade atual pode prejudicar a execução e dificultar a aprendizagem dos movimentos.
Duas pessoas podem ter objetivos, experiências e necessidades completamente diferentes.
Um treino adequado para alguém não necessariamente será adequado para outra pessoa.
A evolução depende de estímulo e adaptação. Trocar constantemente todos os exercícios dificulta acompanhar o progresso.
A frequência deve considerar o objetivo e a capacidade de recuperação.
Para saúde geral, a OMS recomenda fortalecimento dos principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana.
Dor muscular não deve ser utilizada isoladamente como medida de qualidade do treinamento.
Um programa pode ser eficiente sem transformar desconforto em objetivo.
Métodos avançados, técnicas especiais e programas extremamente elaborados podem chamar atenção, mas não substituem o básico: regularidade, treinamento adequado e progressão.
Essa é uma das mensagens centrais da atualização de 2026 do ACSM.
Para quem está começando, orientação profissional pode ajudar a organizar o treinamento de acordo com o objetivo e o nível atual da pessoa.
Também permite ajustar exercícios, cargas, volume e progressão conforme a evolução.
Isso é particularmente relevante quando existem limitações físicas, histórico de lesões, condições de saúde ou dúvidas sobre quais exercícios são apropriados.
O objetivo não é tornar a musculação complicada.
É fazer com que o treinamento seja adequado à pessoa que está treinando.
Para quem mora ou trabalha em Vitória, ES, especialmente nas regiões de Jardim da Penha e Mata da Praia, começar pode ser mais simples quando o local de treinamento está integrado à rotina.
A Dynamic Pilates e Musculação atua justamente nessas regiões de Vitória, oferecendo musculação e Pilates.
Conhecer a estrutura, conversar com a equipe e entender como funciona o acompanhamento são passos naturais para quem ainda está avaliando onde começar.
O mais importante é encontrar uma rotina de exercício que seja compatível com seus objetivos e que você consiga manter.
Sim. Pessoas sem experiência podem iniciar um programa de treinamento resistido, desde que o programa seja adequado às suas características e capacidade atual.
O início deve priorizar aprendizagem dos movimentos, adaptação e progressão gradual.
Pode ser uma estratégia inicial para muitas pessoas.
A OMS recomenda atividades de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana para adultos.
A frequência ideal, entretanto, depende do programa e do objetivo individual.
Não.
A evidência mostra que diferentes cargas podem promover hipertrofia quando o treinamento é adequadamente estruturado. Cargas mais altas tendem a favorecer mais especificamente o desenvolvimento da força máxima.
Não necessariamente.
A evidência disponível não demonstra que chegar à falha seja obrigatório para desenvolver força ou hipertrofia.
Não.
Dor muscular não é requisito para que um treinamento seja produtivo.
O foco deve estar na qualidade do programa, na execução dos exercícios, na progressão e na consistência.
Não existe um número universal.
A progressão deve considerar a execução, as repetições realizadas, a carga atual, a resposta ao treinamento e o objetivo estabelecido.
Quando a pessoa consegue cumprir a proposta do exercício com boa execução e margem adequada, o profissional pode avaliar uma progressão.
A musculação para iniciantes não precisa começar com um programa sofisticado.
O ponto de partida é mais simples:
começar, aprender, treinar com regularidade e evoluir gradualmente.
A atualização de 2026 do ACSM reforça que sair da ausência de treinamento para algum treinamento resistido já representa uma mudança importante. A complexidade pode ser ajustada posteriormente conforme as necessidades da pessoa.
Para quem está em Vitória, especialmente em Jardim da Penha e Mata da Praia, a Dynamic Pilates e Musculação pode ser uma opção para conhecer a musculação e entender como iniciar uma rotina de treinamento adequada aos seus objetivos.
Conheça a Dynamic Pilates e Musculação e converse com a equipe sobre como começar.
American College of Sports Medicine (ACSM). Resistance Training Prescription for Muscle Function, Hypertrophy, and Physical Performance in Healthy Adults: An Overview of Reviews. 2026.
Fonte utilizada para recomendações sobre treinamento resistido, consistência, individualização, frequência, força, hipertrofia e utilização de diferentes métodos de treinamento.
https://acsm.org/resistance-training-guidelines-update-2026/
World Health Organization (WHO). Physical activity.
Fonte utilizada para as recomendações de atividade física e fortalecimento muscular para adultos.
https://www.who.int/initiatives/behealthy/physical-activity
Refalo, M. C. et al. Influence of resistance training load on measures of skeletal muscle hypertrophy and improvements in maximal strength and neuromuscular task performance: A systematic review and meta-analysis.
Fonte utilizada para a discussão sobre diferentes cargas, hipertrofia e força muscular.
Lopez, P. et al. Resistance Training Load Effects on Muscle Hypertrophy and Strength Gain: Systematic Review and Network Meta-analysis.
Fonte utilizada para a discussão sobre a relação entre carga, hipertrofia e ganhos de força.
Grgic, J. et al. Effects of resistance training performed to repetition failure or non-failure on muscular strength and hypertrophy: A systematic review and meta-analysis. Journal of Sport and Health Science, 2022.
Fonte utilizada para a discussão sobre treinamento até a falha muscular.